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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O Diário de Bridget Jones - Helen Fielding





O Diário de Bridget JonesAntes de qualquer coisa gostaria de pedir desculpas pela minha ausência está semana. Eu estou doente, e mal conseguia chegar perto do computador. A coluna de filmes também não foi postada por que a Val (minha mãe) estava viajando e com problemas na internet. Enfim, depois desse tempo o Blog volta a ativa normalmente.


Autor(a): Helen Fielding 
Editora: Galera Record 
Ano de lançamento: 2001
Páginas: 322
Classificação:  

Livro que inspirou o filme estrelado por Renée Zellweger. O romance relata um ano na vida de Bridget Jones, uma mulher solteira, de trinta e poucos anos, que luta com todas as forças para emagrecer, encontrar um namorado, parar de beber e largar o cigarro. Uma história aparentemente comum, mas narrada em estilo impecável e extrema sensibilidade. Numa demonstração de acuidade, a autora tira do cotidiano de uma balzaquiana a matéria-prima para um livro memorável.

Este livro foi o responsável pela criação do Gênero Chick-Lit, que são romances leves e divertidos para mulher. Eu já tinha assistido o filme dezenas de vezes antes de saber que era baseado em um livro, e quando descobri fiquei muito curiosa para conhecer. Mas digamos que ele não é um livro muito fácil de se encontrar em um bom preço. Mas em uma visita ao Sebo consegui um exemplar novinho em folha. Apesar de não ter me surpreendido muito, e eu ainda gostar mais do filme (o que é uma rara exceção) foi um livro muito interessante, e como o próprio gênero já diz, leve.

"Posso garantir que nos dias de hoje não adianta beleza, comida, sexo ou sedução para conquistar o coração de um homem, mas sim a capacidade de parecer pouco interessada nele".

Bridget é uma mulher de trinta e poucos anos que ainda não arrumou um namorado. Isso nem seria tanto um problema se a família e amigos não tentasse sempre empurrar um homem em sua direção. Após o ano novo Bridget organiza uma lista de coisas para conseguir fazer até o fim do ano: Arrumar um namorado, emagrecer, parar de beber e lagar o cigarro. Ela ainda tem que lidar com sua família problemática e seu chefe bonitão que vive flertando com ela, e quem sabe até o fim do ano ela não consegue cumprir todas as metas?

 “Humm. Acordei mal à beça. Para culminar, faltam apenas duas semanas para o meu aniversário, quando terei se admitir que mais um ano se passou, durante o qual todo mundo menos eu virou bem-casado, teve filho, plop, plop, plop, à direita, esquerda, centro, faturou centenas de milhares de libras, progrediu na vida, enquanto eu continuo sem rumo e sem namorado, mantendo relações desestruturadas e uma carreira empacada.” 

É um livro gostoso de se ler, e as situações não são escritas de forma forçada para nos fazer rir. Mas ao ler o livro, foi quase impossível de não se comparar com o filme. A Bridget do filme se mostra uma mulher, enquanto a Bridget do livro me pareceu um pouco fútil, ela vive se dizendo infeliz pelo fato de não ter um namorado, mas também diz que não precisa de alguém ao ver as amigas igualmente infelizes com seus maridos e namorados. Comparações à parte, também achei que o final ficou um pouco mal resolvido, não sei se é porque temos uma continuação, mas eu achei que o Clímax da história chegou só no finalzinho do último capitulo. 

"Não vou ser derrotada por um homem e aquela mulherzinha; ao invés disso escolho vodka  e chakana."

Acho que o sucesso deste livro não foi pra menos, apesar de tudo, várias mulheres conseguem se ver na pele de Bridget. E a autora constrói personagens cotidianos, que podemos comparar com vários conhecidos nossos. Temos Daniel, o chefe mulherengo, Mark que é o "Nerd" fofo e Bridget que é uma combinação de todos os tipos de mulheres. Acho que é o tipo de livro pra se arriscar. Você pode amar ou pode odiar. Enfim, eu indico para que possa experimentar, e dar algumas gargalhadas.

“- Tem certeza de que está tudo certo com você, Bridget?
- Tudo ótimo. Por quê?
- Bom, você aparece na minha casa sem avisar, vestida de coelha disfarçada de dama de honra e fuça todos os quartos. Se não era para espionar alguma coisa, eu gostaria de saber o porquê, só isso.”  

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Tamanho 42 não é Gorda - Mistérios de Heather Wells #1 - Meg Cabot

Autor(a): Meg Cabot
Editora: Galera Record 
Ano de lançamento: 2006
Páginas: 411

Classificação: 

Neste novo sucesso, Meg Cabot nos apresenta Heather Wells, uma cantora pop que chegou a um ponto nada desejado de sua carreira artística: o fundo do poço. Nenhuma gravadora se interessa por suas músicas, o pai está atrás das grades e a mãe fugiu para Buenos Aires com todo o seu dinheiro... Mas, quando Heather arruma um trabalho de inspetora em uma faculdade, tudo muda... ou, pelo menos, é o que parece.

Meg Cabot me surpreendeu bastante neste livro. Não só pela temática – que é diferente a da que ela aborda na maioria das vezes –, mas principalmente pelo fato de ter me feito amar tanto Heather, como nunca achei que amaria. Além de a personagem principal ser completamente encantadora, toda a estória pela qual o livro é centrada, e o mistério construído pela autora se encaixam de uma forma impecável e deixa muitos escritores experientes de romance policial no chinelo.

Eu nunca voltei àquela loja para comprar a calça jeans tamanho 38. Não existe nada de errado em usar tamanho 42, para começar. E, depois, eu ando ocupada demais.

Heather Wells é uma ex-estrela Pop que foi chutada pela sua gravadora após declarar que quer cantar suas próprias composições, traída pelo namorado famoso, ex-integrante da Boy Band mais popular do momento e roubada pela mãe que fugiu com seu agente para Buenos Aires. Sem alternativa, Heather arruma um emprego em um Alojamento (Ops... Quis dizer Conjunto Residencial Estudantil) e vai morar com o irmão de seu ex-namorado, o Detetive Particular Bonitão, Copper. Mas um crime inesperado acontece na Faculdade em que Heather trabalha, e ela se vê tentando investigar um mistério que pode ter consequências fatais.

Preciso confessar. Meu coração bate forte por causa de minha ousadia. Estou conseguindo! Investigando! Estou mesmo investigando!

Meg Cabot trabalhou muito bem em Heather. Ela é o tipo de Heroína Moderna, que não se importa se está um pouquinho acima do peso, afinal, tamanho 42 é a média das mulheres americanas. A protagonista é engraçada e apesar da estória ser bem forte e complexa de se escrever, a personagem deixa tudo mais leve, faz piadinhas nas horas certas e se mostra uma mulher bem real, um símbolo para várias outras se identificarem. E também é interessante o fato da autora não focar só na personagem principal, e deixar os outros vazios, sem personalidade. Todos os personagens são bem construídos e tem um espaço necessário para a construção da história.

Mas só vejo um grupo de alunos, meninos e meninas, brancos, negros, orientais, de todos os tipos, com calça larga e camiseta, gritando alegres uns para os outros, e jogando Doritos para cima.
Hmm, Doritos.

Só li dois livros da Meg até agora, mas pelo o que eu li “Tamanho 42 não é Gorda” não se tornou somente um dos meus livros favoritos da autora, mas sim um dos meus livros favoritos. Embarque nessa aventura aonde você vai: rir, roer as unhas, ficar sem fôlego e tentar bancar o detetive. Quem sabe você não descobre o mistério antes de Heather? É um livro que vale a pena ser lido, tanto para os fãs de chick lit, como para quem é apaixonado por romance policial. Ah, e se você for mulher, ignore a ditadura da magreza, afinal, tamanho 42 é a média das mulheres Americanas – e acredito que das brasileiras também.

“- Não é verdade - Patty diz. - Você va encontrar alguém. Só não pode ter medo de se arriscar.
Do que é que ela está falando? Eu não faço nada além de correr riscos. Estou tentando impedir que um psicopata mate mais uma vez. Já não basta? Preciso de uma aliança no dedo também?
Algumas pessoas nunca ficam satisfeitas.”

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Qual é o seu Número? - Karyn Bosnak

Qual seu número?Autor(a): Karyn Bosnak
Editora: Novo Conceito 
Ano de lançamento: 2011
Páginas: 414

Classificação:  

Delilah Darling tem quase 30 anos e já se relacionou com 19 rapazes. Sua vida sentimental não tem sido exatamente brilhante, pois todo cara que conhece parece fugir do relacionamento. Quando lê uma matéria no jornal em que a média de homens para uma mulher de 30 anos é de 10,5, fica desesperada e assustada por estar muito acima dela. Além de tudo, o artigo no jornal terminava falando que, se a mulher tivesse o número acima dessa média, seria impossível a pessoa certa. Na tentativa de não aumentar seu número e perder de vez a chance de se casar, Delilah sai à procura de seus antigos namorados e tenta reconquistá-los. Será que um deles estará disposto a esquecer o passado e começar uma linda história de amor? Qual Seu Número? revela os segredos de cada mulher e prova que, quando se trata de assuntos do coração, números são apenas uma fração de tempo

Qual seu Número? Consegue ser tão envolvente e tão engraçado que foi quase impossível pra mim não ficar presa na leitura. Devorei o livro em questão de horas e o pior de tudo é que não notei isso. É um livro interessante e divertido, e os personagens me cativaram. Enfim, foi uma ótima leitura.

Afinal, o fato de uma mulher ser pudica e recatada pode ser emocionante por alguns momentos, pois é bom superar desafios para conseguir o que queremos. Mas, no fim das contas, isso não é muito diferente de uma embalagem, ou um detalhe. Quando você está em um relacionamento, o que conta é a essência de uma pessoa, e não os detalhes da embalagem.

Delilah Dariling é uma mulher de quase trinta anos que já se relacionou com 19 rapazes, mas parece que todos esses caras não querem “algo a mais” com ela. Desiludida, ela lê uma matéria no jornal que diz que a média de homens para uma mulher é de 10,5, ela então fica desesperada por estar bem acima dela. E além disso, o jornal ainda diz que se a mulher tivesse um número acima dessa média, seria impossível encontrar a pessoa certa. Então, ela decide sair a procura de todos os seus antigos namorados e tentar reconquistá-los.

Meu nome é Delilah Darling. Tenho 29 anos. Sou solteira, e, bem... sou uma mulher fácil. Pronto, falei. Sou fácil. Sou mesmo. Agora você sabe.

Acho que, principalmente, as mulheres mais maduras, iriam se deliciar bastante com a história proposta nesse livro, mas isso não significa que outras pessoas não devam ler. Quanto aos personagens, me apaixonei completamente por Colin, ele conseguia ser fofo e engraçado, e conquistou meu coração. Já Delilah, as vezes sentia vontade de dar umas sacudidas nela, mas seu jeito divertido sempre me fazia gargalhar e esquecer a minha raiva.

"Qualquer mulher por mais idiota que fosse, teria terminado o namoro; eu, por outro lado, não era uma idiota qualquer; eu era uma idiota otimista." 


Gostei bastante da história proposta. Foi interessante de se experimentar. Já quanto ao filme, devo deixar bem claro pra não criar expectativas, quer dizer, é ótimo e quase tão divertido quanto o livro, mas parece que os produtores simplesmente se esqueceram de ler o livro. Mas essa resenha não é do filme e sim do livro. Se você é amante de chick-lit, não perca tempo. Esse livro com certeza vai te encantar!

"- O amor e a culinária devem ser apreciados como se não houvesse amanhã."

Confiram o Trailer:

Ah, e é claro,  lembrem de não ler esse livro em publico, algumas pessoas podem achar que você é meio retardada(o) (Experiência Própria)