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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Novidades da Semana + Comic Con

Aviso: Esse posts contem muitas letras maiúsculas, frases grifadas (e gritadas), muito sentimentalismo e surtos, esteja preparado. 

Primeiramente: Andei sumida e peço desculpas por isso. Eu estava sem tempo, sem inspiração e minha internet não estava facilitando em nada as coisas. Vou me tornar mais presente por aqui *juramento de escoteiro*
Segundamente (?): VAMOS SURTAR COM AS COISAS QUE FORAM DIVULGADAS?!
Está acontecendo a Comic Con lá em San Diego *lágrimas*, tem muitas fotos pela internet *mais lágrimas*, Chris Hemsworth permanece lindo *suspiros*, e tem muita coisa legal sendo divulgada por lá. 


A primeira novidade da semana, foi o  pôster de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, que me fez surtar muito, admito.

(Me digam que eu não fui a única que surtei, please.) 

O filme é o último da trilogia de Peter Jackson (não o Semideus, okay? Peter, hehe), e está previsto pra ser lançado no final do ano. Por enquanto, podemos surtar com essa obra de arte, que está (sendo sincera), de arrasar. Teve até algumas montagens com uma certa Khaleesi hehe
E como se meu emocional não estivesse bastante abalado, eles ainda divulgaram que o trailer vai ser lançado hoje. É pra morrer. 




Depois disso (ou antes, não me lembro haha), rolou grande falatório (altos surtos) por conta do Trailer de Cinquenta Tons de Cinza, que foi divulgado. O filme só saí em fevereiro, mas enquanto não chega, temos uma amostra de Jamie Dornan sendo um Christian Grey, de ó, suspirar (E olha que eu nem li o livro haha). Além disso, as cenas são embaladas por uma versão nova de Crazy in Love, ui. 


E agora preparem o Caps Lock, porque é sem dúvidas, pra surtar. Depois de muita enrolação, ontem FINALMENTE, foi divulgado o Teaser Trailer de A Esperança - Parte I, lá na Comic Con (abençoada seja). Já tem muita gente surtando no Twitter, no Facebook, em casa, na rua, na chuva, na fazenda, o importante é surtar. Liguem o Caps Lock, e me acompanhem, por favor: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH


Como eu já disse acima, a Comic Con está acontecendo em San Diego, e só resta a nós, fãs Brasileiros, irmos para o Twitter surtar com as fotos dos incríveis painéis, nossos elencos favoritos reunidos e novidades maravilhosas. 


Pra começar, a Marvel dominou tudo. Não só por conta dos carisma (e beleza) do elenco, mas também por ser um dos longas mais aguardados do próximo ano. Lá foi lançado o trailer de Os Vingadores 2, porém eu não consegui um bom Link pra postar aqui :/
Mas no Google tem várias coisas, então procurem lá haha


Temos também, essa foto (destruidora) do elenco de Game Of Thrones, juntamente com o seu criador, o (assassino) escritor, George R.R Martin. Muito amores *o*


Os atores de The Vampire Diaries também falaram um pouquinho sobre a sexta temporada, que promete muito luto e romance. 

Foi confirmada a sequência de Mazer Runner, que tem Dylan O'Brien (o novo queridinho) e Kaya Scodelario, e promete ser a nova adaptação a balançar o mundo. Vamos aguardar. E também teve Trailer da nova temporada de The Walking Dead (também não achei link :/), cartaz de O Homem Formiga, vários colsplays, pilot de The Flash (que todo mundo já tinha visto, mas fingiu surpresa haha) e muuuuuuuuuuito mais. E as novidades não param por aí, ainda temos mais uns dias de Comic Con, ou seja, surtos garantidos (guardem um pouco pra Bienal haha). 

Beijinhos, 
Câmbio e desligo. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Filme: Across The Universe

Across the Universe (Across the Universe) - Poster / Capa / Cartaz
Gênero: Drama/Romance/Musical
Direção:  Julie Taymor
Elenco: Evan Rachel Wood, Jim Sturgess
Tempo: 133min
tulo Original: Across The Universe
Lançamento: 2007

O jovem estivador Jude (Jim Sturgess) sai de Liverpool em busca do pai, que mora nos Estados Unidos, e é envolvido pelo mar de mudanças que está transformando a nação norte-americana. Ele se apaixona por Lucy (Evan Rachel Wood), uma menina americana rica que participa do crescente movimento pacifista dentro da América, e os dois namorados, tão diferentes, vêem-se em um mundo psicodélico e enlouquecido.


Across The Universe é um filme diferente. Não só por ser um musical, mas sim por ser um musical com somente músicas dos Beatles. Sim o filme é embalado pelas mais famosas (ou nem tão famosas assim) canções da banda britânica, mas não é só isso que o torna diferente do que estamos acostumados a assistir. A temática, o cenário, a química entre o casal principal, os personagens, as músicas interpretadas de arrepiar... Até eu que não sou a maior fã de musicais fiquei encantada com a história.


Tudo começa quando Jude saí de Liverpool em direção aos Estados Unidos, na tentativa de encontrar seu pai que abandonou sua mãe grávida durante e guerra. Na faculdade onde esse trabalha, ele conhece Max, um jovem irresponsável que quer curtir o máximo possível. Rapidamente eles se tornam amigos, e Max apresenta Jude a Lucy, sua irmã mais nova, pelo qual ele se encanta.


As interpretações das músicas são incríveis. Acho difícil escolher uma favorita, mas me arrepiei inteira quando escutei Let It Be. A fotografia é maravilhosa, uma das mais belas que eu já vi, abusando das cores dando um toque mais psicodélico. Pode ser um pouco cansativo, pelo fato de ser muito longo, mas mesmo assim, vale a pena pra quem gosta de se deixar embalar. Achei bem interessante os fatos dos personagens terem nomes que já foram citados nas músicas dos Beatles, além de várias outras referências que vão além das musicais. Um filme mais que indicado pra quem gosta de Beatles e de histórias comoventes para se suspirar. Além disso, o Jim Sturgess está um amor nesse filme.




domingo, 6 de julho de 2014

Sentados no Sofá: A Culpa é das Estrelas

A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars) - Poster / Capa / Cartaz
Gênero: Drama/Romance
Direção:  Josh Boone
Elenco: Shailene Woodley, Ansel Elgort
Tempo: 125min
tulo Original: The Fault in our Stars
Lançamento: 2014

Diagnosticada com câncer, Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, a jovem é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio e logo conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz que vai mudar completamente a sua vida.

Quando fui assistir A Culpa é das Estrelas, não tinha muita noção do que esperar, e certamente fui surpreendida por um filme que conseguiu misturar comédia, romance, drama, de forma sensível e envolvente. Desde os diálogos bem humorados, até as mais tristes e emocionantes cenas de cortar o coração, o filme prende nossa total atenção, e apesar de ser longo, não ficamos entediados um momento sequer.

Shailene interpreta Hazel lindamente, mas esse filme, com certeza foi do Ansel. Ele rouba a cena, e torna o personagem mais carismático do que já é. Não consigo pensar em pessoa melhor para interpreta-lo.  Os diálogos são bem parecidos com os dos livro, o que só torna tudo mais emocionante. Na verdade, o filme inteiro carrega uma fidelidade intensa, tenho certeza de que todos os leitores terão suas expectativas atendidas. 

Além disso, o casal principal tem uma química incrível, principalmente por já terem trabalhado juntos em outro filme, embora em situações diferentes. A Trilha sonora consegue absorver todos os sentimentos da cena, e tornar tudo ainda mais tocante. O cenário é lindo, principalmente quando a câmera passeia por Amsterdã e somos apresentados a uma palheta de cores fortes e expressivas.


Como adaptação, A Culpa é das Estrelas é um prato cheio para todos os leitores, já que mistura todos os sentimentos sentidos no livro com uma trilha sonora maravilhosa e interpretações mais maravilhosas ainda. Mas, além disso, como filme, consegue entreter e emocionar, sem se tornar falso ou forçado. Não poderia ter sido mais lindo e encantador. Amei. 

domingo, 29 de junho de 2014

Sentados no Sofá: Ela

Ela (Her) - Poster / Capa / CartazGênero: Drama/Romance
Direção:  Spike Jonze
Elenco: Joaquim Phoenix, Scarlett Johansson, Amy Adams
Tempo: 125min
tulo Original: Her
Lançamento: 2013

Em um futuro próximo na cidade de Los Angeles, Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) é um homem complexo e emotivo que trabalha escrevendo cartas pessoais e tocantes para outras pessoas. Com o coração partido após o final de um relacionamento, ele começa a ficar intrigado com um novo e avançado sistema operacional que promete ser uma entidade intuitiva e única. Ao iniciá-lo, ele tem o prazer de conhecer “Samantha”, uma voz feminina perspicaz, sensível e surpreendentemente engraçada. A medida em que as necessidades dela aumentam junto com as dele, a amizade dos dois se aprofunda em um eventual amor um pelo outro.

"Ela" era o filme da temporada do Oscar pelo qual eu estava mais curiosa. Ainda mais quando ele levou a estatueta de Melhor Roteiro Original. E não é para menos, o roteiro é belíssimo... aliás, todo o filme é muito belo. A forma sensível e linda com qual o amor é tratado, é encantadora. É difícil descrever esse filme, porque todas as situações são narradas de uma forma tão sensível, e a fotografia é tao delicada, os diálogos são intensos e reais. Totalmente encantador.

O interessante, é a mistura perfeita que o filme tem entre romance e ficção. O elenco também está de se encantar. Joaquim consegue passar toda a angústia e paixão de Theodore, um personagem muito solitário, e muitas vezes faz com que esquecemos que aquilo não é real, e que ele está, na verdade, interpretando alguém. Scarlett, embora não apareça, é a dona da voz de Samantha, e através de sua voz, conseguimos sentir todos os sentimentos da personagem.

Desde o início, Ela chama atenção por ser diferente, sensível, inteligente e nos fazer questionar coisas e sentimentos dentro de nós mesmos. Estatueta mais do que merecida, atuações maravilhosas, fotografia sensível, roteiro intenso e delicado. Várias são os sentimentos que esse filme consegue transmitir. Genialmente belo. Tão belo, que deveria ser um crime não ser assistido. 

domingo, 15 de junho de 2014

Sentados no Sofá: Foi Apenas um Sonho

Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road) - Poster / Capa / Cartaz
Gênero: Drama/Romance

Direção:  Sam Mendes
Elenco: Leonardo DiCaprio, Kate Winslet
Tempo: 119min
tulo Original: Revolutionary Road
Lançamento: 2008

April (Kate Winslet) e Frank Wheeler (Leonardo DiCaprio) são um casal jovem que vive no subúrbio de Connecticut com seus dois filhos na década de 1950. A máscara da auto-segurança esconde a enorme frustração que sentem por não serem completos em seu relacionamento ou na carreira. Determinados a conhecerem a si mesmos, eles decidem se mudar para a França. Mas o relacionamento começa a corroer em um ciclo infinito de brigas, ciúmes e recriminações, e a viagem e seus sonhos correm grandes riscos de acabar.


A princípio, o filme chama atenção pelo casal de protagonistas. Leonardo DiCaprio e Kate Winslet contracenam juntos mais uma vez, mas em uma obra completamente diferente de Titanic. Ao invés de Jack e Rose, são Frank e April, um casal típico dos anos 50, dividido entre as responsabilidades do monótono dia-a-dia e o sonho de mudar completamente isso, para se conseguir a vida que realmente querem. O filme é muitas vezes angustiante, repleto de discussões fortes e realistas, que nos fazem refletir bastante. Um roteiro magnificamente construído.

Se alguém ainda tinha dúvidas do talento de DiCaprio, esse filme foi (mais um) para calar a boca dessas pessoas. Ele realmente merece uma estatueta. E Kate não fica para trás. O filme inteiro, ela mantém a personagem incrível e eu me surpreendi muito quando ela foi capaz de mostrar muito mais em um final chocante, digno de prêmios. E apesar de tudo, o casal de protagonista tem muita química, o que dispensa elogios. O interessante é que, na maioria das vezes, nem são necessárias falas, os olhares dos personagens falam por si. Michael Shannon, que faz um coadjuvante incrível, também é uma atuação magnifica, e não é só por conta da complexidade de interpretar um personagem louco, mas sim porque ele consegue deixar nossos olhos cravadas na tela nas poucas cenas em que aparece. 

No filme inteiro, é possível sentir a angústia que ambos os personagens tem, e o desgostos desses por suas vidas. É um filme, sem dúvidas, para sentir o personagem. O bom é que o filme vai muito além do casal principal. Temos também a vida de outras pessoas ligadas aos protagonistas, pessoas que imaginam que a vida de ambos é perfeita, mesmo que seja bem longe disso. Se alguém já conhece o trabalho do diretor, Sam Mendes (famoso por Beleza Americana), com certeza vai gostar ainda mais do filme, como vi várias pessoas alegarem, e se não conhecem (assim como eu), vão ficar curiosos para saber mais. 

A fotografia é intensa, como tudo que compõe o filme. O cenário é perfeitamente anos 50, junto com a trilha sonora. O triste é que muitas pessoas deixam de apreciar essa obra por ela ser muito "parada". Sim, o filme é longo, e as coisas realmente começam a acontecer mais para o final, mas tenho que dizer que vale totalmente a pena. E apesar do que a capa sugere, está bem longe de ser um romance, na verdade, é um retrato realista e cruel de um relacionamento "morto". Um drama incrível, perfeitamente dirigido, com diálogos carregados de intensidades, com a intensão de fazer repensar, e de fato, consegue. 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Divulgado o Trailer de "O Melhor de Mim" adaptação do livro de Nicholas Sparks

O Melhor de Mim é um dos meus livros favoritos do Nicholas Sparks, e olha que eu sou muito fã do autor. Fui pega de surpresa quando o Trailer saiu essa semana. O filme deve ser lançado ainda esse ano, e devo dizer que estou bem ansiosa. Confira aqui o Trailer:


Sinopse: Na primavera de 1984, os estudantes Amanda Collier e Dawson Cole se apaixonaram perdidamente. Embora vivessem em mundos muito diferentes, o amor que sentiam um pelo outro parecia forte o bastante para desafiar todas as convenções de Oriental, a pequena cidade em que moravam. Nascido em uma família de criminosos, o solitário Dawson acreditava que seu sentimento por Amanda lhe daria a força necessária para fugir do destino sombrio que parecia traçado para ele. Ela, uma garota bonita e de família tradicional, que sonhava entrar para uma universidade de renome, via no namorado um porto seguro para toda a sua paixão e seu espírito livre. Infelizmente, quando o verão do último ano de escola chegou ao fim, a realidade os separou de maneira cruel e implacável. Vinte e cinco anos depois, eles estão de volta a Oriental para o velório de Tuck Hostetler, o homem que um dia abrigou Dawson, acobertou o namoro do casal e acabou se tornando o melhor amigo dos dois. Seguindo as instruções de cartas deixadas por Tuck, o casal redescobrirá sentimentos sufocados há décadas. Após tanto tempo afastados, Amanda e Dawson irão perceber que não tiveram a vida que esperavam e que nunca conseguiram esquecer o primeiro amor. Um único fim de semana juntos e talvez seus destinos mudem para sempre. Num romance envolvente, Nicholas Sparks mostra toda a sua habilidade de contador de histórias e reafirma que o amor é a força mais poderosa do Universo - e que, quando duas pessoas se amam, nem a distância nem o tempo podem separá-las.

domingo, 1 de junho de 2014

Sentados no Sofá: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind) - Poster / Capa / CartazGênero: Drama/Romance
Direção:  Michel Gondry
Elenco: Jim Carrey, Kate Winslet, Kirsten Dunst, Mark Ruffalo
Tempo: 108min
tulo Original: Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Lançamento: 2004

Ao descobrir que sua ex-namorada se submeteu a um tratamento experimental para apagá-lo de suas lembranças, Joel decide passar pelo mesmo processo. Porém, durante a experiência, ele percebe que não quer esquecê-la.

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças é um dos meus filmes favoritos. Não é exagero eu dizer que é praticamente uma obra de arte filmada. Sensível, belo, com um toque cômico extremamente encantador, misturado com atuações magnificas, que dão incrivelmente certo. O roteiro é inovador, apesar de confuso, mas a mensagem é bela se entendida.

A principal surpresa é Jim Carrey. Se você espera as típicas caretas dos filmes batidos de comédia, passe longe. Sua atuação é inovadora e surpreendente, muito diferente do que estamos acostumados a assistir. Gostaria muito de vê-lo interpretar outros dramas. Kate brilha, sem exageros. Ela se entrega de um jeito incrível ao papel, uma das suas melhores atuações. Kirsten, para uma coadjuvante também rouba a cena, junto com Elijah, Mark Ruffalo é um dos meus atores favoritos, mas é ofuscado pelo papel de todos os outros, que estão excepcionais.

As cores são mostradas de forma intensa, o que só aumenta a sensibilidade imposta pelo filme. A mensagem fica imposta, fazendo com que refletimos ao longo, e ao final do filme. Não quero me estender muito, pois acho que a premissa em si já fala mais do que eu sou capaz de dizer, só quero reforçar que é, com certeza um dos romances mais belos já interpretado e criado pela sétima arte. Muito bem elaborado e trabalhado, pode até parecer massante em determinadas passagens, mas vale a pena. Incrivelmente belo.

''Quão feliz é o destino de um inocente sem culpa. O mundo em esquecimento pelo mundo esquecido. Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Cada orador aceito e cada desejo renunciado.''

domingo, 25 de maio de 2014

Sentados no Sofá: Clube de Compras Dallas

Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club) - Poster / Capa / CartazGênero: Drama
Direção:  Jean-Marc Vallée
Elenco: Matthew McConaughey, Jared Leto, Jennifer Garner
Tempo: 117min
tulo Original: Dallas Buyers Club
Lançamento: 2013

O filme conta a história de Ron Woodroof, um eletricista heterossexual de Dallas que foi diagnosticado com AIDS em 1986, durante uma das épocas mais obscuras da doença. Embora os médicos tenham lhe dado apenas 30 dias de vida, Woodroof se recusou a aceitar o prognóstico e criou uma operação de tráfico de remédios alternativos, na época ilegais.

Logo que saiu a lista de indicados ao Oscar, este foi um dos filmes que mais me chamou atenção. Infelizmente, não consegui ir ver antes da premiação, mas quando vi que a dupla de vencedores de "Melhor Ator" e "Melhor Ator Coadjuvante" trabalhavam neste filme, fiquei ainda mais curiosa. Assim que pude, peguei o filme para assistir, curiosa e cheia de expectativas, e posso concluir que não me decepcionei.

Matthew foge dos seu costumeiro papel em comédias românticas para dar vida a um personagem forte: um homem grosso, homofóbico, irônico, que ao se ver com Aids (uma doença que ele apavora, por considerar possível somente em homossexuais) tem que lidar com a doença e seus efeitos, além do preconceito dos outros, e o seu próprio. Não tinha outra, o Oscar tinha que ser para ele. Seu papel neste filme está perfeito, impecável. É difícil acreditar, vendo seus primeiros filmes, que é o mesmo ator. Fiquei de queixo caído.

Jared também não deixou de ser uma surpresa. Vi poucos dos seus trabalhos, então fiquei curiosa quando vi ele ser tão bem elogiado. Rayon é um personagem doce, que é impossível não se apegar, e sofrer junto conforme o filme vai acabando. Outro prêmio que não tenho como contestar, merecia ser dele. Jennifer que é uma atriz que eu admiro muito, também não fica para traz, embora seu papel tenha sido ofuscado pelos outros dois, o que ao meu ver, foi exatamente a intenção, já que o principal conceito do filme - além da doença - é trabalhar a relação de Ron e Rayon.

Baseado em fatos reais, Clube de Compra Dallas consegue surpreender, não só com ótimas atuações, mas com um roteiro e fotografia impecáveis. Não abusa do drama e tem até uma certa dose cômica. Um filme muito intenso e muito forte, com certeza, daqueles para ficar pensando mesmo depois de ter terminado. Os atores realmente se entregaram aos papeis (e isso não se tratou só de perder peso), e não me desapontaram. Merecedor de todos os elogios que vem recebendo.

Boa Pipoca ;D

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Sentados no Sofá: Divergente

Gênero: Ficção cientifica/Ação/Romance
Direção:  Neil Burger
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet
Tempo: 2h19min
tulo Original: Divergent
Lançamento: 2014

Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco, e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade, coragem e outros. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, escolhendo uma diferente da família, e tendo que abandonar o lar. Ao entrar para a Dauntless, ela torna-se Tris e vai enfrentar uma jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso, Tris conhece Four, um rapaz mais experiente na facção que ela, e que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo.

A resenha de filme fica na minha mão esta semana, para falar da adaptação de um dos melhores livros que li este ano. Divergente me ganhou nas primeiras páginas, e eu esperava que com o filme não fosse diferente, e realmente, não foi. O filme, assim como o livro, tem um ritmo contagiante e logo nos primeiros minutos já fiquei presa na história. Mas, como toda as adaptações, Divergente deixa alguns detalhes importantes passar, e faz acréscimo e mudanças desnecessárias, além de não facilitar o entendimento das pessoas que não leram o livro, o que o torna confuso e arrastado.

O elenco estava incrível. Shailene (a nova queridinha do cinema) deu um Show de atuação, e só de focar em seu rosto, ela consegue descrever a personagem com facilidade. Theo, eu ainda não conhecia bem, e a princípio o achei tenso (assim como o seu personagem é no livro), mas aos poucos, conforme o personagem vai "desabrochando" e crescendo em cena, podemos vê-lo fazer a mesma coisa, mas ainda achei que sua atuação podia ser melhor, e espero ver muito mais em Insurgente. Minha única decepção em relação ao elenco foi a Kate Winslet, talvez, por ser, de todos, a que eu mais queria ver. Eu esperava muito mais da grande atriz de Titanic e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (que por sinal, é um dos meus filmes favoritos) então eu fiquei muito chateada de sair do cinema, e ver que ela não era exatamente o que eu esperava.

O cenário é interessante, e captou bem o que eu imaginava, apesar de ter uma "visão" de um futuro diferente. Tem bastante cenas de ação, o que é interessante. Mas as coisas se perdem um pouco na confusão, e detalhes são muito pouco explorados, o que tiram o peso da intensidade do livro, e deixam as cenas confusas. Li comentários de várias pessoas que não tinham lido o livro, e saíram do cinema com várias perguntas que poderiam ser facilmente respondida. A fotografia é bem interessante, já que vários "closes" são dados nos rostos dos personagens em diversas cenas. A trilha sonora fica bem com tudo isso, dando mais emoção as cenas.

Distopias estão na moda, e Divergente com certeza vai agradar quem gosta do gênero, apesar das falhas, além disso, ele consegue mesclar romance (sem ser meloso) e uma pitadinha de drama. Como adaptação, deixou muito a desejar, do meu ponto de vista, mas mesmo assim, ainda estou bem ansiosa para ver os resultados de Insurgente (que já está confirmado). Enfim, eu gostei. Achei que podia melhorar, mas no geral, é muito boa. Ainda está no cinemas, então, corre porque dá tempo de assistir.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Sentados no Sofá: 50/50

 Gênero: Drama/Comédia 
Direção:  Jonathan Levine
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen, Anna Kendrick
Tempo: 1h40min
tulo Original: 50/50
Lançamento: 2011

Inspirado em fatos reais. Adam (Joseph Gordon-Levitt) tem apenas 27 anos e descobre que está com câncer. O problema é que ele não fumava, não bebia e foi difícil entender porquê foi aparecer um tumor em sua vida. Mas para ajudar a enfrentar essa pedreira ele vai contar com a ajuda de seu melhor amigo Kyle (Seth Rogen), um cara muito alto astral, e também de uma analista (Anna Kendrick) que não é de se jogar fora. Dessa forma parece até que suas chances de sobrevivência em torno dos 50% não tão ruins assim. Será que não mesmo?

Quando se pega um filme desse estilo para assistir, já é possível prever lágrimas com o final. Com 50/50 não foi diferente. Só mesmo uma pessoa com o coração de pedra é capaz de resistir às cenas finais, mas apesar de todo o drama, o final é uma das maiores surpresas, e não consegui não sorrir com o desfecho simples, mas tão bonito, que consegue captar tudo, sem ser forçado. Ao assistir, é possível perceber que ele vai além de apenas entreter e emocionar, passando uma mensagem importante e tocante. 

Joseph já se mostra talentoso, em minha opinião um dos atores jovens mais talentosos da atualidade, e encarna o papel convicção e realismo. Sean não está diferente dos seus papeis habituais, mas seu personagem quebra um pouco a carga dramática. Anna (que já foi indicada ao Oscar) mostra seu talento nas poucas cenas que aparece, e seu carisma é evidente na personagem, o que me fez ficar curiosa para conhecer mais da carreira da atriz.

A trilha sonora é impecável. Souberam escolher as músicas e encaixa-las na trama perfeitamente. O filme é cômico, sem ser forçado, um humor negro saudável, eu diria. O drama também não é exagerado e acredito eu que isso ocorre por ser baseado em uma história real. Uma coisa que gostei, e que diferente dos filmes que tratam do tema, esse não é feito exclusivamente para chorar, apesar de acontecer mesmo assim, ele não abusa da emoção, como a maioria tenta, muito pelo contrário, a todo momento, ele envolve o drama com o humor, de forma que fique balanceado e natural.

Não irei me estender nessa resenha, porque ao terminar de ver, fiquei com a sensação de que esse é tipo de filme que você não precisa falar muito ou divagar sobre a história com a alguém. Ele é simples de fácil compreensão, mas mesmo assim tocante e belo. Enfim, 50/50 não é o melhor filme que já vi, mas acredito que me lembrarei dele por seu estilo cômico e drama real, atuações magnificas, trilha sonora impecável e um final que não poderia ser melhor. A mensagem do filme pode não estar explicita, mas é possível notar que o objetivo é nos fazer refletir. Indico, sem dúvida, e mesmo que você termine de assistir com algumas lágrimas nos olhos, acredito que, assim como eu, ficará sorrindo satisfeita. 

Boa Pipoca ;D

domingo, 13 de abril de 2014

Sentados no Sofá: Clube da Luta

Gênero: Drama/Suspense 
Direção:  David Fincher
Elenco: Edward Norton, Brad Pitt, Helena Bonham Carter 
Tempo: 2h19min
tulo Original: Fight Club
Lançamento: 1999

Jack (Edward Norton) é um executivo jovem, trabalha como investigador de seguros, mora confortavelmente, mas ele está ficando cada vez mais insatisfeito com sua vida medíocre. Para piorar ele está enfrentando uma terrível crise de insônia, até que encontra uma cura inusitada para o sua falta de sono ao frequentar grupos de auto-ajuda. Nesses encontros ele passa a conviver com pessoas problemáticas como a viciada Marla Singer (Helena Bonham Carter) e a conhecer estranhos como Tyler Durden (Brad Pitt). Misterioso e cheio de ideias, Tyler apresenta para Jack um grupo secreto que se encontra para extravasar suas angústias e tensões através de violentos combates corporais.

É muito difícil falar deste filme sem dar Spoiler. Este é o meu grande dilema: sempre que acho um filme perfeito, sem nenhum falha, para resumir, um filme extraordinário, não consigo me expressar, por isso falarei pouco, porque qualquer coisa que eu possa dizer, será pouco diante da grandiosidade deste filme. Só tive a oportunidade de assistir o Clube da Luta agora e fiquei muito surpresa pelo tema abordado. No inicio fiquei me perguntando "O que tem a ver o consumismo com luta?", mas com o desenrolar da história, vamos vendo que a primeira luta travamos é com nós mesmos, nosso interior. Porque a necessidade de comprar coisas que nem mesmo precisamos? Quanto mais trabalhamos, quanto mais compramos, vamos nos afastando das pessoas e virando escravos de objetos

Isso é o dilema que o protagonista vive. É bem sucedido profissionalmente, mas tem um vida vazia. Ele começa a sofrer de insônias e nas diversas noites acordados, compra compulsivamente coisas aleatórias que lhe parecem interessantes,  mas não necessárias. Por conta disso, ele começa a frequentar diversos grupos de apoios e só quando se depara com problemas piores com os dele, é que ele começa a se sentir melhor e finalmente consegue voltar a dormir. É então, nesses grupos de apoio, que ele conhece Marla Singer (interpretada brilhantemente por Helena Bohnam Carter), uma farsante, assim como ele, que frequenta todos os mesmos grupos de apoio. Ele começa a se sentir incomodado, pois a mentira dela, reflete sua própria mentira. 

Em uma viagem de negócios, ele conhece Tyler, um simpático vendedor de sabão, que vive a vida ao extremo, sem medo da morte. Ambos viram amigos e juntos, fundam o Clube da Luta, um lugar onde os homens lutam para extravasar o estresse de suas vidas vazias, de forma terapêutica. Mas as coisas começam a ficar fora de controle, dando incio ao chamado "Projeto Destruição", que visa tomar medidas drástica para por fim ao capitalismo. 

O trio de protagonistas é incrível. Edward Norton mostra todo o seu talento em um papel em diversas fases de um personagem aparentemente simples, mas muito complexo. Brad Pitt, já grande conhecido, está brilhante e não estou me equivocando ao dizer que este foi um dos seus melhores papeis. Helena Bonham Carter acompanha bem o resto do elenco e se destaca em todas as cenas presentes. O cenário do filme é curioso, todo sujo e bagunçado. A fotografia é tão intensa quanto o filme todo e a trilha sonora compõe isso muito bem, tanto que foi indicado ao Oscar. 

O filme é muito longo, mas mesmo assim, não conseguimos nem mesmo piscar. Uma coisa interessante é que, por ser narrado pelo protagonista, um ritmo é instalado, o que faz com que as coisas se tornem menos cansativas. Com uma dura crítica ao capitalismo e a sociedade consumista, Clube da Luta se consagra entre os melhores da época, e nos dias de hoje, o tema consegue ser tão atual quanto foi em seu lançamento, na verdade, hoje em dia, somos capazes de nos identificar ainda mais com tudo que é apresentado.

O filme tem cenas fortes, de fato. Homens brigando, sangue, explosões, tudo o que os amantes de grandes ações devem adorar - e pessoas como eu, repudiar. Mas mesmo não gostando de coisas assim, devo dizer que gostei muito de Clube da Luta. Aqui, a violência é apenas um pano de fundo para algo bem maior e é a mensagem que o filme passa que o torna genial. O roteiro é ousado, ele ri da sua cara o tempo todo, ri da nossa atual sociedade e é essa ousadia que faz com ele entre para a minha lista de favoritos. O final é igualmente ousado, as atuações são ousadas, o filme por si só esbanja ousadia de uma forma tão genial e complexa que necessita ser assistido. Simplesmente genial. 


"Trabalhamos em empregos que não gostamos para comprar um monte de coisa que não precisamos."


Boa Pipoca ;D

domingo, 6 de abril de 2014

Sentados no Sofá: Precisamos Falar Sobre o Kevin


Gênero: Drama
Direção:  Lynne Ramsay
Elenco: Tilda SwintonJohn C. ReillyEzra Miller 
Tempo: 1h50min 
tulo Original: We Need to Talk About Kevin 
Lançamento: 2012

Eva (Tilda Swinton) mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta recomeçar a vida com um novo emprego e vive temorosa, evitando as pessoas. O motivo desta situação vem de seu passado, da época em que era casada com Franklin (John C. Reilly), com quem teve dois filhos: Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) e Lucy (Ursula Parker). Seu relacionamento com o primogênito, Kevin, sempre foi complicado, desde quando ele era bebê. Com o tempo a situação foi se agravando mas, mesmo conhecendo o filho muito bem, Eva jamais imaginaria do que ele seria capaz de fazer.

Precisamos falar sobre o Kevin, é baseado no livro de Lionel Shriver, e é polêmico,. E não é para menos, já que o tema tratado, nos dias de hoje é infelizmente, tão comum em países como Estados Unidos e Canadá, e até mesmo no Brasil. E o filme, que tinha tudo para se perder na confusão de fatos ou não conseguir abordar os assuntos de forma concreta e real, consegue fugir do puritanismo, e de forma intensa, mostra não só um relacionamento tenso entre mãe e um filho sociopata, e como as consequências dos atos deste os afetam posteriormente. 

Já na primeira cena, o filme abusa do vermelho, e ele está presente em quase todas as próximas cenas, quase como um ponto de referencia. Eva é mostrada abatida, cansada e depressiva, e é diversas vezes maltratada pelas pessoas, sendo observada atentamente por pessoas de todas as idades, tendo sua casa e carro pintados de vermelhos e até mesmo sendo agredida na rua. O filme varia entre o passado e o presente, de forma que aos poucos possamos entender o porque dessa atitude das pessoas a sua volta quanto a ela. Um crime, uma chacina, cometida pelo seu filho mais velho, dos quais a maioria das pessoas a culpam. Ela própria se culpa. Em algumas das primeiras cenas, Eva transpira felicidade ao lado de seu marido Franklin, até que uma gravidez indesejada por ela acaba com seus planos. E é então que, algumas cenas depois, somos levados a conhecer Kevin.


Kevin desde pequeno se mostra um garoto diferente. Um bebê que chora de mais, o que causa um grande estresse em Eva. Depois, Kevin cresce um pouco mais e se mostra ainda mais complexo e cheio de personalidade forte, o que provoca uma aversão em Eva ao garoto.  Ele não fala muito ou interage com sua mãe, o que a leva a acreditar que há algo errado com ele, mas os médicos logo lhe dizem que não há com o que se preocupar, já que ele é perfeitamente normal. Mais alguns anos se passam, e Kevin vai se mostrando sádico, desprovido de empatia e evita qualquer tipo de relacionamento com a mãe. Um verdadeiro sociopata. 

As atuações estão magnificas. Tilda Swinton está digna de um Oscar, ao interpretar Eva em diversos aspectos diferentes, mostrando uma infinidade de sentimentos intensos em apenas uma cena. Jasper Newell interpreta Kevin em suas primeiras fases, por volta de Seis/Dez anos, e dá um show de interpretação. Ele consegue fazer um garoto aparentemente doce na frente do seu pai, mas totalmente frio quando se trata de sua mãe. Fiquei surpreendida, e muitas vezes assustada com a atuação brilhante do garoto. Ezra Miller também não fica para trás, ele faz Kevin em sua fase maior, onde o garoto já tem uma personalidade formada. Agressivo e sádico, seus olhares por si só já descrevem um personagem complexo.

O desenrolar das cenas (acompanhado por uma trilha sonora brilhantemente escolhida) nos mostra não só um Kevin agressivo com sua mãe e com sua pequenina irmã mais nova, mas também uma família, que apesar de parecer perfeitamente bem, esconde, nas entrelinhas dezenas de problemas. Eva, não consegue manter um relacionamento saudável com Kevin, que foi indesejado por ela desde começo. Mas ela, por sua vez, é a única que enxerga a verdadeira maldade dele, já que seu marido prefere fechar os olhos para a situação. Este é o principal problema e é aí que está a boa sacada do título, eles, apesar de tudo, não falam sobre o Kevin. 

A fotografia é brilhante, o que só realça a intensidade do filme. A tensão de todo o roteiro, o abuso das cores, tudo isso faz com que seja impossível tirar os olhos do filme. Um filme complexo sobre um tema complexo, que consegue ser real, perturbador e magnifico ao mesmo tempo. Ao fim, somos levados a refletir não só sobre Kevin e Eva, mas sobre o contexto geral. É um filme chocante, cruel, mas que não posso deixar de indicar. 

Boa Pipoca ;D 

domingo, 30 de março de 2014

Sentados no Sofá: O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas

O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas : posterGênero: Drama/Comédia
Direção:  
Joel Schumacher
Elenco: Emilio Estevez, Judd Nelson, Demi Moore, Rob Lowe, Andrew McCarthy, Mare Winningham, Ally Sheedy
Tempo: 1h44min 
tulo Original: St Elmo's Fire
Lançamento: 1985

Sete amigos recém-formados se deparam com a amarga realidade do mundo real, tendo que conviver com a insegurança profissional e emocional nesta nova fase da vida. Este novo momento pode pôr em risco a amizade existente entre eles, a qual acreditavam que seria eterna.

Na década de 80, filmes focados em grupos eram sucesso, não, mais do que isso, as personagens e suas personalidades inspiravam uma geração. "O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas" tinha tudo para ser bom: atores e atrizes que eram os "galãs" da época, uma boa divulgação e uma trama popular, conseguiu um considerável sucesso comercial. Mas apesar disso, o filme deixa a desejar em diversos pontos, e o diretor e roteirista Joel Schumacher decidiu se focar no romance mais do que era necessário e deixou de aproveitar melhor as tramas com bastante potencial.

Apesar de falar sobre amadurecimento, o filme se torna um pouco bobo e fútil em diversos momentos. O começo é confuso devido a quantidade de personagens, e o diretor não faz questão nenhuma de nos ajudar a diferir quem é quem, somente no meio do filme é que os rostos ganham nome e características. Temos o irresponsável e o seu oposto, as garotas boazinhas e sua oposta, o aspirante a escritor que todos desconfiam ser gay e o garoto obcecado por uma antiga paixão, personagens completamente diferentes, mas amigos. 

Apesar da variedade incrível de personagens, eles foram mau aproveitados. Demi Moore, por exemplo, poderia ter sido destaque de uma ótima trama, mas que foi deixada de lado, e no final explicada sem detalhes, superficialmente. Outras tramas, como a de Emilio Estevez, apesar de engraçada, ganha destaque exagerado. O romance é o fator principal para que a trama siga em frente, tudo está basicamente ligado a ele. Casais são formados e separados, traições e desilusões acontecem a todo o momento, mas mesmo assim, o filme se perde nesses pequenos fatos, tratando tudo com futilidade em excesso, e são poucos diálogos que fazem jus a realidade. Fatos que fizeram com que o filme fosse bastante criticado em diversos países.

Mesmo assim, o elenco está impecável.  Apesar de a maioria dos atores não fazerem tanto sucesso hoje em dia, no ano de 1985 eles foram o motivo principal para que o filme fizesse sucesso afinal eles eram parte da Brat Pack (foi um apelido dado a um grupo de jovens atores e atrizes que frequentemente apareciam juntos em filmes para adolescentes nos anos 80). Emilio, Ally Sheedy e Judd Nelson trabalharam juntos no mesmo  ano em "Clube dos Cinco", e a atuação deles não deixa a desejar. Andrew McCarthy (que viria a se tornar ainda mais famoso nos próximos anos, com os sucesso A Garota de Rosa Shocking e Manequim) junto com Rob Lowe, tem papeis de destaque e conseguem um ótimo desempenho. Demi Moore e Mare Winningham, apesar de interpretarem esteriótipos e terem pouco destaque, conseguem incorporar bem os personagens. 

As roupas, maquiagem e trilha sonora faz jus a década, e o cenário consegue englobar bem os anos 80. O nome nacional dado ao filme, por incrível que pareça, consegue se encaixar melhor que o original "St Elmo's Fire", que apesar de ser o nome do bar onde os amigos se encontravam e a metáfora ter sido explicada em uma cena pelo personagem Billy, "O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas" capta melhor a essência do filme, que é bem simples: sete recém formados que acabaram de entrar na fase adulta e precisam amadurecer. Neste caso, o título brasileiro caí como uma luva.

Apesar dos clichês, esteriótipos e vários buracos no roteiro, que é bem fraco, eu gostei do filme, ele consegue ser engraçadinho e uma boa distração, mas fica bem longe de se tornar algo memorável, apesar do grande e elogiado elenco. Fica bem abaixo dos principais filmes da época, mas ainda sim consegue ser um bom filme. Indicado para quem tem curiosidade ou acompanha a carreira de algum dos atores, mas vá assistir sem grande pretensão, pois pra mim o filme não consegue ser nada muito além do que bom.




quinta-feira, 27 de março de 2014

Estréia de A Culpa é das Estrelas é adiantada no Brasil


Quando as datas do lançamento do filme "A Culpa é das Estrelas" foram anunciadas, estava marcado que o Brasil receberia o filme em Agosto, dois meses depois da Estréia Americana. Depois de alguns ajustes, a estréia nacional do filme passou a ser dia 12 de Junho (Sim, ninguém merece sair do cinema de olho inchado no dia dos namorados). Essa semana, foi anunciado na página oficial do John Green, que o Brasil vai receber o filme no dia 5 de Junho, ou seja, um dia antes dos Estados Unidos e 15 dias antes do Reino Unido. Tem como não ficar eufórico? o/