
Autor(a): Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2013
Ano de lançamento: 2013
Páginas: 361
Classificação: 

Aos 91 anos, com problemas de saúde e sozinho no mundo, Ira Levinson sofre um terrível acidente de carro. Enquanto luta para se manter consciente, a imagem de Ruth, sua amada esposa que morreu há nove anos, surge diante dele. Mesmo sabendo que é impossível que ela esteja ali, Ira se agarra a isso e relembra diversos momentos de sua longa vida em comum: o dia em que se conheceram, o casamento, o amor dela pela arte, os dias sombrios da Segunda Guerra Mundial e seus efeitos sobre eles e suas famílias.
Fazia um tempão que eu não chorava com um Sparks... Eu até derramava uma lágrima ou outra, e conseguia gostar, mas chorar, verdadeiramente, de modo a me sentir extramente tocada como aconteceu com esse livro, fazia muito tempo. Uma Longa Jornada me deixou chorando horrores, e acreditem se quiser, nem foi pelo motivo que eu deveria ter chorado. Confuso, não? Mas vou tentar explicar nesta resenha.
"Ela era excepcional; eu era mediano, um homem cuja maior realização na vida foi amá-la sem limites,e isso nunca mudará."
O livro conta duas histórias paralelas. A primeira dessas é a de Ira Levinson, um idoso de 91 anos, que acabou de sofrer um acidente de carro no meio do nada, e não tem ninguém que possa dar sua falta. Sua única companhia é o fantasma de sua esposa Ruth, que lhe da forças para continuar a viver. Eles começam a relembrar o passado, fato que o mantém lúcido por algumas horas. A outra história é a de Sophia Danko, uma estudante de história da arte que acaba de terminar um relacionamento. Sua amiga a convence a ir até um rodeio para se divertir. Sophia concorda relutante, e por não estar obviamente se divertindo, sai para tomar um ar. Lá fora, ela é assediada pelo seu ex-namorada, e defendida pelo peão Luke Collins, pelo qual, mesmo sem querer, se vê encantada e curiosa.
Eu sempre digo isso nas minhas resenhas de livros de Sparks, que apesar de ele não inovar o padrão, o mais gostoso dos livros dele são as narrativas sensíveis. E nesse livro, elas continuam, só que de forma diferente. Os capítulos que falam de Sophia e Luke são narrados em terceira pessoa, e os de Ira, são narrados pelo próprio personagem. Confesso que gostei mais da narrativa (e da história) de Sophia e Luke, mas toda vez que começa um capítulo de Ira, não conseguia não virar as páginas voando, principalmente por conta de Ruth, que se tornou uma das minhas personagens favoritas do autor.
"Sophia sorriu e se aproximou mais. Quando Luke se inclinou para beijá-la, ela soube que, se antes não estava apaixonada por ele, agora não restava mais dúvidas."
A história do passado de Ruth e Ira é curiosa. Fala muito sobre a guerra e das sequelas dela, coisa que o autor já fez em outros livros, mas vai além disso, se aproximando na sensibilidade dos personagens. Ruth é uma professora sensível, mas ao mesmo tempo bem humorada, o que me deixou apaixonada pela personagem. E foi isso que me deixou emocionada. Na história, conhecemos um pouquinho sobre dela com um dos seus alunos, e eu não imaginei que pudesse ficar tão tocada com essa relação a ponto de ficar em prantos. Ponto pro Sparks.
Sophia é mais a mulher atual. Independente e que luta pelas coisas que quer, o que me fez simpatizar muito pela personagem. Luke, como todo protagonista alá Sparks, é um príncipe, embora com alguns defeitinhos que sempre vêm no pacote. A história dos dois é linda, daquelas típicas para suspirar. O cenário também é o mesmo já conhecido, só que dessa vez com mais vida no interior, o que foi interessante de se ler.
Admito que no início não gostava da capa, apesar de ser uma das únicas que não segue o conhecido padrão Sparks, mas depois percebi a relação que ela tinha com a história. O livro é perfeitamente revisado, não encontrei erros. Não fiquei surpresa com o final, admito, mas não poderia ter ficado mais satisfeita. Nicholas conseguiu inovar, apesar de nos dar o tão conhecido romance água com açúcar, o que me agrada de mais. Leitura mais que recomenda. Um dos meus favoritos do autor.
"Afinal de contas, se existe um paraíso, nós nos encontraremos de novo, porque não existe um paraíso sem você”
Beijinhos,
Câmbio e desligo.